Dez escolas públicas municipais de Curitiba integraram, entre março e maio de 2026, as atividades pedagógicas do projeto “2030 Ação Educativa”. A iniciativa utilizou o muralismo e as oficinas literárias para ensinar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas a estudantes da rede pública.
O projeto percorreu as dez regionais administrativas da capital paranaense com foco em alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. Cada instituição de ensino recebeu um mural produzido em grafite sobre um tema específico da Agenda 2030, plano global voltado à redução de desigualdades e à proteção ambiental.
A programação gratuita incluiu a realização de 30 oficinas de criação literária coordenadas pela artista Ailén Roberto, além de sessões de contação de histórias com foco no público infantil. A metodologia aplicada busca aproximar as metas globais de sustentabilidade do cotidiano das comunidades escolares de forma lúdica.
A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, pontuou que o uso da arte no ambiente escolar fortalece a formação cidadã e o compromisso das novas gerações com o desenvolvimento justo. O programa alcançou a sua quinta edição após passar por outras dez cidades do Paraná e de Mato Grosso do Sul.
As escolas municipais enfrentavam dificuldades para inserir a temática da Agenda 2030 nas séries iniciais devido à complexidade dos termos técnicos internacionais. A articulação entre arte urbana e dinâmicas afetivas permitiu que a faixa etária de quatro a dez anos compreendesse os impactos locais dos problemas climáticos.
A ação foi contemplada pelo Edital nº 001-F/2024 da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e executada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. As produtoras Mucha Amora e Bernardo Bravo utilizaram a verba de R$ 400 mil para a contratação de artistas e aplicação de recursos de acessibilidade nas dez unidades de ensino.
