Uma parceria estratégica entre a Embrapa e o setor privado está colocando o Brasil na vanguarda da gestão rural sustentável. O projeto Auera deu origem ao Índice de Sustentabilidade Auera (ISA), uma ferramenta inédita criada para transformar a realidade de milhares de famílias que vivem do campo na Região Sul do país.
Diferente de indicadores comuns, o ISA é o primeiro a considerar a produtividade como um pilar essencial, unindo-a aos aspectos econômicos, sociais e ambientais. O objetivo é claro: garantir que o agricultor tenha lucro e qualidade de vida, preservando a natureza para as futuras gerações.
Ciência a serviço do pequeno produtor
O novo índice funciona como um “check-up” completo da fazenda. Através de 182 indicadores, ele avalia desde a saúde do solo e da água até a estabilidade financeira da família.
- Gestão Inteligente: Ajuda o produtor a identificar onde melhorar.
- Visão 360º: Avalia toda a propriedade, não apenas uma cultura específica.
- Foco Humano: Prioriza o bem-estar e a permanência do jovem no campo.
Resultados positivos no Sul do país
O projeto já foi testado em mais de 5 mil propriedades de tabaco no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Os dados trazem uma notícia excelente: a agricultura familiar da região atingiu uma média de 78% no índice de sustentabilidade — superando a meta de 70% estabelecida pela metodologia.
Isso prova que o campo brasileiro já atua com altos níveis de responsabilidade, mas agora conta com métricas precisas para corrigir falhas no manejo de resíduos e conservação ambiental.
Por que isso é bom para o Brasil?
A iniciativa reforça a imagem do país como produtor de alimentos sustentáveis e tecnologicamente avançados. Segundo a pesquisadora da Embrapa, Rosane Martinazzo, o modelo otimiza o uso de recursos naturais e foca na oferta de serviços ambientais, integrando o equilíbrio do ecossistema com a rentabilidade financeira das famílias brasileiras.
