O Ministério da Cultura iniciou nesta segunda-feira (22) as atividades do 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, na cidade do Rio de Janeiro. O encontro de gestores públicos, cantores e pesquisadores ocorre até o dia 24 de junho de 2026 para debater a formulação de mecanismos jurídicos de salvaguarda para o setor.
As mesas de debate ocupam as instalações do Palácio Gustavo Capanema e do Renascença Clube com painéis voltados ao desenvolvimento territorial e à economia criativa. A pauta do órgão federal foca na regularização da ocupação de praças e logradouros públicos para apresentações musicais tradicionais.
O secretário-executivo da pasta, Márcio Tavares, pontuou que o circuito mapeia as redes de sociabilidade e os arranjos produtivos gerados pelo segmento em âmbito nacional. O diagnóstico técnico servirá para embasar políticas públicas de financiamento e proteção de saberes ligados às matrizes afro-brasileiras.
A programação técnica do evento inclui conferências com os pesquisadores Helena Theodoro, Tadeu Kaçula e a ex-secretária de Cultura Nilcemar Nogueira. Os debates contam ainda com representantes da Fundação Nacional de Artes e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Trabalhadores do segmento enfrentam entraves com fiscalizações municipais e falta de padronização de alvarás para realizar eventos em espaços abertos. A articulação entre os órgãos federais de patrimônio e os músicos visa criar diretrizes que facilitem a emissão de autorizações e reduzam os conflitos de uso do solo urbano.
O encerramento do seminário na quarta-feira prevê uma mesa de balanço com a participação do escritor Nei Lopes e da cantora Teresa Cristina no Renascença Clube. As atividades serão finalizadas com uma apresentação musical coordenada por Marcelinho Moreira em homenagem à sambista Tia Surica.
