O setor cultural e criativo terá papel central na estratégia de desenvolvimento econômico do Brasil nos próximos quatro anos. Durante sua participação na “Live da Vitória” — transmissão realizada ao lado do deputado federal André Janones para celebrar sua reeleição —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o compromisso de tratar a economia criativa como um motor prioritário para a geração de emprego e renda no país.
A transmissão contou com a participação direta da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que destacou a recuperação orçamentária da pasta e o fortalecimento das políticas públicas voltadas aos trabalhadores da cultura.
A tríade do desenvolvimento
Segundo o presidente, o planejamento econômico de sua nova gestão estará ancorado na integração de três frentes estratégicas: a economia criativa, a economia digital e a economia verde. Para Lula, o setor cultural possui capacidade de impulsionar o crescimento sustentável do país, gerando impacto econômico de ponta a ponta — desde artistas, técnicos e produtores até pequenos empreendimentos e coletivos das periferias.
Formação profissional e juventude
Outro eixo destacado durante a live foi a conexão entre cultura, inovação e ensino público. O plano do governo prevê investir na qualificação profissionalizante de jovens por meio da rede de universidades e institutos federais, preparando novas gerações para atuar na interseção entre tecnologia, inovação e produção cultural.
Políticas públicas e acesso ao crédito
Ao detalhar as ações estruturantes do Ministério da Cultura, Margareth Menezes ressaltou a atuação da Secretaria de Economia Criativa e a consolidação da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) como ferramentas fundamentais para descentralizar recursos. Além do fomento direto, a ministra apontou o uso de fundos constitucionais regionais como estratégia para destravar e facilitar o acesso de pequenos e médios empreendedores criativos a linhas de crédito.
