A organização da sociedade civil Pontos Diversos completa dez anos de atuação na Bahia neste ano de 2026, com foco na descentralização de recursos financeiros e técnicos para comunidades tradicionais e periféricas. A instituição articula parcerias intersetoriais para fortalecer projetos voltados à cultura, direitos humanos e preservação ambiental.
Atualmente, a organização desenvolve o Hub Pontos Diversos, um programa voltado ao afroempreendedorismo, feminismo afroindígena e sustentabilidade. Esta iniciativa conta com o fomento do Fundo de Promoção do Trabalho Decente, vinculado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia.
O projeto já capacitou mais de 150 negócios e acompanha 35 empreendedoras na fase atual de incubação. Ao final do processo, oito empreendimentos serão selecionados para a etapa de aceleração. Cada um receberá um aporte de capital semente no valor de R$ 7.500,00 para a expansão de suas atividades.
A cientista social e sócia-fundadora da organização, Carolina Barreto, afirma que as mudanças climáticas penalizam de forma desproporcional as populações de baixa renda e grupos marginalizados. Segundo a fundadora, o modelo de atuação da entidade prioriza a governança local e a escuta ativa para garantir a justiça social.
“Não existe justiça climática sem justiça social. Sabemos que as mudanças ambientais, sobretudo climáticas, penalizam de maneira desproporcional populações de baixa renda, periferias, comunidades tradicionais e grupos historicamente marginalizados”, enfatiza Carolina.
Fundada em 2016, a Pontos Diversos trabalha diretamente com povos indígenas, quilombolas e populações urbanas sub-representadas. A instituição atua para que os investimentos em conservação ambiental ocorram junto com a defesa dos direitos humanos. As ações comemorativas de uma década buscam aproximar o investimento privado das demandas reais dos territórios baianos.
