O turismo sustentável e regenerativo avança como vetor de desenvolvimento econômico na Rota dos Corais, iniciativa que integra 14 municípios litorâneos entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Lideranças nacionais e regionais do Sebrae realizaram uma visita técnica à Biofábrica de Corais, uma startup que une pesquisa acadêmica e empreendedorismo para recuperar recifes costeiros. A meta da empresa para 2026 é engajar diretamente pelo menos mil visitantes em ações de conservação marinha.
Originada a partir de estudos desenvolvidos por biólogos de uma universidade federal, a startup atua na restauração do patrimônio natural marinho e na geração de renda local. O balanço do projeto aponta que mais de 1.500 corais já foram manejados pela equipe técnica. Além do impacto ecológico, a iniciativa alcançou cerca de 10 milhões de pessoas por meio de ações de comunicação digital e inserções em veículos de mídia espontânea.
No último ano, 399 turistas participaram das atividades práticas de turismo de experiência voltadas à pesquisa e recuperação dos recifes. De acordo com a gerência e a equipe de educação ambiental da Biofábrica de Corais, o fluxo de visitantes interessados em ciência e sustentabilidade ajuda a financiar a operação e a aproximar o conhecimento acadêmico da sociedade civil. O projeto também desenvolve oficinas em escolas da região para conscientizar a comunidade sobre a biodiversidade marinha.
As atividades ajudam os visitantes a compreender, por exemplo, a importância de respeitar as áreas delimitadas para visitação e seguir as trilhas estabelecidas para evitar impactos aos recifes. O trabalho também reforça uma informação que ainda surpreende muitas pessoas: os corais são animais e desempenham papel fundamental para a biodiversidade marinha.
Belize Costa, educadora ambiental da Biofábrica
O Sebrae apoia o modelo de negócios por sua capacidade de alinhar inovação tecnológica, preservação da vida marinha e inclusão produtiva de micro e pequenas empresas no ecossistema de turismo do Nordeste. As experiências participativas, que incluem programas como a adoção de corais, buscam consolidar a governança ambiental participativa e fixar diretrizes de visitação consciente para mitigar os impactos da exploração hídrica e hoteleira tradicional na região.

