O setor audiovisual do Brasil dá um passo importante nesta segunda-feira (6). Com a criação da Federação do Comércio e Indústria do Audiovisual do Brasil (Fica) e um estudo da Oxford Economics, busca-se fomentar políticas públicas para a área. O estudo encomendado pela Motion Picture Association (MPA) revela que, em 2024, o setor contribuiu com R$ 70,2 bilhões para o PIB e gerou 608.970 empregos.
O relatório destaca o crescimento do setor, que alcançou o mesmo número de empregos diretos da indústria farmacêutica e superou a indústria automotiva. Além disso, a análise aponta que o audiovisual possui um impacto significativo também no turismo e na imagem do Brasil no exterior.
FICA e suas Implicações
A nova federação surgiu após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) incluir o audiovisual no projeto da Nova Indústria Brasil. Walkíria Barbosa, sua presidente, destaca que é essencial ter uma representação forte e unificada para defender interesses comuns. A Fica promete unir todos os segmentos do setor, facilitando as relações com o governo.
Com inspiração em modelos bem-sucedidos, como o da Coreia do Sul, a Fica busca consolidar uma política de Estado para o audiovisual no Brasil. O crescimento do setor depende dessa articulação. A comparação com a Coreia, que em 2023 exportou mais de US$ 14 bilhões em conteúdo audiovisual, mostra o potencial do Brasil em ter um setor robusto. Walkíria ressalta que, se a Coreia conseguiu, o Brasil, com seu território e diversidade, também pode alcançar resultados surpreendentes.
Em encontros com representantes do governo, Walkíria menciona a receptividade que encontraram. O secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, compreendeu a importância do audiovisual, o que possibilitou a inclusão do setor no programa da Nova Indústria Brasil. A presidente da Fica enfatiza que esse avanço é fruto de um trabalho conjunto, que reconhece o audiovisual como um ativo estratégico para a economia nacional.
