A exposição “3 Obás de Xangô” reúne mais de 45 artistas das artes visuais, da música, da literatura e da fotografia para revisitar a amizade entre Jorge Amado, Carybé e Dorival Caymmi, os três Obás de Xangô do Ilê Axé Opô Afonjá. Inspirada no documentário homônimo dirigido por Sérgio Machado, a mostra tem curadoria de Tiago Sant’Ana, Mariana Vaz, Solange Bernabó e Gildeci Leite e propõe uma reflexão sobre arte, religiosidade, memória e identidade cultural na Bahia.
Reunindo obras, documentos e registros históricos, a exposição amplia o olhar sobre os três homenageados e evidencia a centralidade do Candomblé e das lideranças femininas negras na construção do imaginário cultural brasileiro.
Segundo a curadoria, a proposta é deslocar o foco para além dos três intelectuais homenageados, dando também centralidade à intelectualidade negra que permitiu a emergência do ministério de Xangô. Os idealizadores destacam ainda o papel das mães de santo na preservação, organização e transmissão dos saberes afro-brasileiros.
A exposição está organizada em núcleos temáticos que abordam o matriarcado nas religiões de matriz africana, os saberes produzidos nas comunidades de axé, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três homenageados e as transformações contemporâneas das expressões artísticas afro-brasileiras.
A abertura da mostra, em 6 de agosto de 2026, marca também o início das atividades da unidade Pelourinho da CAIXA Cultural Salvador. A exposição fica em cartaz até 6 de dezembro, com visitação gratuita de terça a domingo e feriados, das 9h às 18h.
