O mercado corporativo e a infraestrutura das cidades brasileiras vivem um momento de forte aceleração econômica. O turismo de negócios no Brasil atingiu o faturamento recorde de R$ 11 bilhões no acumulado entre janeiro e setembro de 2026. Apenas no mês de setembro, o segmento movimentou R$ 1,31 bilhão, o que representa uma expansão de 1,74% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados oficiais foram divulgados pela Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) e analisados pelo Ministério do Turismo.
De acordo com o balanço ministerial, o desempenho consolida o ano de 2026 como o melhor da história para a cadeia do turismo nacional. O resultado é impulsionado pela consolidação de soluções criativas de conectividade urbana e pela entrada definitiva do país no circuito das grandes feiras setoriais e congressos globais. O bom momento do setor também se reflete no turismo internacional receptivo: os gastos de viajantes estrangeiros no Brasil bateram recorde histórico, injetando US$ 8,38 bilhões (cerca de R$ 45,6 bilhões) na economia do país nos primeiros nove meses do ano, uma alta de 10% em relação a 2025.
“O turismo de negócios gera empregos qualificados e atrai investimentos diretos em todo o país. O recorde registrado mostra que o Brasil voltou ao radar dos grandes eventos globais e das feiras corporativas. Seguiremos trabalhando para aprimorar a infraestrutura dos nossos destinos e melhorar, cada vez mais, a conectividade para consolidar o patamar que alcançamos este ano”, avalia o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Setor aéreo lidera receitas e seguro-viagem dispara
O detalhamento dos dados econômicos revela como o orçamento das viagens corporativas foi distribuído entre os diferentes prestadores de serviços da economia criativa e do transporte:
- Serviços Aéreos: Principal motor do segmento, respondendo por cerca de 60% da receita total acumulada. O setor movimentou R$ 6,64 bilhões entre janeiro e setembro (alta de 11%). Focando apenas no mês de setembro, as passagens aéreas faturaram R$ 794,8 milhão (alta de 6,4%).
- Setor Hoteleiro: Registrou um crescimento sustentado de 3% no ano, elevando sua movimentação financeira para R$ 3,27 bilhões em hospedagens corporativas.
- Seguro-Viagem: Apresentou a maior expansão percentual do relatório, com uma alta de 71% puxada por novas exigências de segurança corporativa, totalizando R$ 32 milhões.
- Transfers e Locação: O segmento de traslados e transfers corporativos avançou 26%, gerando uma receita de R$ 52,5 milhões.
- Transporte Rodoviário: Foi a segunda categoria que mais cresceu de forma isolada em setembro, movimentando R$ 6,64 milhões — um salto de 19% frente a setembro do ano anterior.
