O Grupo Saint-Gobain e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura abriram o período de inscrições para a 11ª edição do Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura. O processo de cadastro fica disponível de forma eletrônica até o dia 24 de julho de 2026 com o objetivo de mapear projetos que incorporem critérios de eficiência energética e redução de resíduos em obras urbanas.
O certame distribuirá um montante global superior a R$ 270 mil em prêmios pecuniários e institucionais divididos em duas categorias principais. A categoria Profissional abrange as modalidades de “Projeto” e “Edificação” concluídas entre 2024 e 2026, enquanto a categoria Acadêmica recebe propostas de estudantes do último ano letivo ou recém-graduados.
“A arquitetura é a ponte fundamental entre as necessidades do setor e o bem-estar das pessoas. Queremos celebrar projetos que ousam repensar a construção civil, unindo conforto, inovação, relevância urbana à responsabilidade ambiental”, afirma Vinícius Araújo, diretor-sênior de Estratégia e Marketing Brasil da Saint-Gobain.
A abertura do edital coincide com a divulgação dos dados da quarta edição do Barômetro da Construção Sustentável, estudo global que entrevistou 30 mil cidadãos e 4,8 mil técnicos do setor. Os indicadores apontam que 87% dos arquitetos defendem a aceleração de métodos construtivos sustentáveis, mas apenas 32% realizam o cálculo regular das emissões de carbono nos canteiros de obras.
O setor da construção civil tenta mitigar os impactos ambientais por meio da substituição de estruturas de alvenaria por sistemas leves de isolamento acústico e térmico. Dados de ensaios laboratoriais indicam que o uso de vidros de alta performance e fechamentos leves reduz em até 30% a demanda por climatização artificial e antecipa o cronograma físico em quatro meses.
“O Prêmio reafirma o papel transformador da arquitetura na construção de cidades mais humanas, sustentáveis e inovadoras”, complementa Gustavo Garrido, presidente da AsBEA-SP.
A escassez de dados técnicos sobre o retorno financeiro de materiais ecológicos e a rigidez de legislações edilícias locais restringem a adoção massiva de tecnologias de baixo carbono no Brasil. A exposição de soluções testadas em premiações nacionais visa fornecer parâmetros de viabilidade econômica para incorporadoras e mitigar o risco tecnológico do mercado de engenharia.
A avaliação dos trabalhos inscritos incorporará pela primeira vez um sistema de votação aberta na internet para a concessão do Prêmio Reconhecimento Popular. A comissão julgadora avaliará os projetos dentro de tipologias que abrangem habitações de interesse social, complexos institucionais e projetos de arquitetura de interiores comerciais.
