O Perifericu – Festival Internacional de Cinema e Cultura da Quebrada anunciou a seleção oficial de 34 filmes para a sua segunda edição, que será realizada entre os dias 1 e 6 de setembro de 2026. As exibições presenciais acontecem no Jardim Ibirapuera, bairro localizado na Zona Sul de São Paulo. Os curtas-metragens foram escolhidos por um comitê curatorial a partir de um banco de mais de 130 obras inscritas.

A lista de selecionados abrange produções desenvolvidas em 16 estados brasileiros, além de incluir um representante de Cuba. O recorte curatorial do festival é focado em produções cinematográficas realizadas por pessoas LGBTQIAPN+ residentes de territórios periféricos. O perfil dos diretores e das equipes técnicas é composto, majoritariamente, por profissionais pretos e indígenas, sendo que quase metade dos filmes selecionados conta com a direção assinada por pessoas trans, travestis e não-binárias.

Os curtas reúnem diferentes linguagens, estéticas e modos de produção independentes que têm como origem favelas, comunidades urbanas, territórios indígenas e espaços historicamente desprovidos de circuitos comerciais de exibição cinematográfica.
A curadoria da edição é assinada por Well Amorim, Stheffany Fernanda e Izzi Vitório. De acordo com o comitê, o critério de seleção priorizou obras que debatem a gestão das urgências cotidianas dentro de territórios atravessados pela violência institucional e pela ausência de serviços públicos. Simultaneamente, os filmes destacam a articulação coletiva, a criatividade local e o resgate da memória como ferramentas para projetar cenários futuros para as periferias.
Confira a lista de filmes selecionados para a segunda edição do PERIFERICU:
A posse é um fato — Murilo Munìí, Mar Fagundes (RS, 2025)
- Americana — Agarb Braga (PA, 2025)
- BV NEON — Roraimana (RR, 2025)
- Clube da Velha Guarda — Ava Santos (DF, 2025)
- Cor — Mazé Mixo (RJ, 2025)
- Cypher – HERANÇA — Micah Aguiar, Jonas Sakamoto (MA, 2025)
- Dentro do meu peito mora um cão — Gabriel Afonso (MG, 2026)
- Desfem — Manoella Fernandes, Polyana Santos (SP, 2025)
- Divino: Sua alma, sua lente — Clea Torres, Gilson Costta, Divino Tserewahú (MT, 2025)
- Dona Lia — Jaqueline Cardoso, Letícia Souza (GO, 2026)
- Em ponto riscado cria não é criado — Padê Coletivo (RJ, 2024)
- ERGUIDA — Jhonnã Bao (SP, 2023)
- Escudo — Cauê Santiago, Andrey Haag (SP, 2025)
- Exento (Exemido) — Otto Morales (Cuba, 2024)
- Feirantes — Amanda Gaia, Eudóxia Carvalho, Fagner Morais e Lilith Albuquerque (SP, 2025)
- Filme sem Querer — Lincoln Péricles (SP, 2025)
- Histórias Periféricas — Luan Allen (SE, 2026)
- Mães Antiproibicionistas — Débora Aguiar (PE, 2025)
- Mansos — Juliana Segóvia (MT, 2024)
- Meu e Seu — Gabriel Freire (BA, 2025)
- Monalisa — Lucas Sá (MA, 2026)
- Mydzé – Memorial Isú-Kariri & plataforma Unides contra a colonização: muitos olhos, um só coração (CE, 2025)
- NEGROAMOR — Jota Marcos (PR, 2026)
- Pocas Pra Entender — Stheffany Fernanda, Pedro Miosso (SP, 2025)
- Pupá — Osani (RN, 2024)
- Quando abandonamos a humanidade, o que resta de nós? — Vita Pereira (SP, 2026)
- Quando Eu Crescer — Felipa Anastácia (SP, 2025)
- Quando Eu For Grande? — Mano Cappu (PR, 2024)
- Redestina — Mayara Mascarenhas (MG, 2025)
- Sementeiras — Ana Moraes, Luciene Pereira, Mari Moura, Meire Ramos (SP, 2025)
- Sonhos de Diadema — GIVVA (SP, 2025)
- Tá Fazendo Sabão — Ianca Oliveira (BA, 2022)
- Trabalho de Parto — Mira Lima (SP, 2025)
- VOZES DO COCAL — Josué Castilho França (PA, 2026)
