O 28º Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China, sedia a mostra especial “Focus Brazil” entre os dias 12 e 21 de junho de 2026. A programação exibe nove produções brasileiras contemporâneas e históricas, distribuídas em 18 sessões públicas ao longo de dez dias de evento. A ação cultural é promovida pelo Ministério da Cultura e pela organização do festival asiático para demonstrar a versatilidade temática do audiovisual do país e incentivar a economia criativa por meio da cooperação internacional.
A seleção abrange diferentes gêneros cinematográficos, incluindo documentários, dramas sociais e animações. Entre os longas selecionados, os dramas “O Deserto de Luiza”, de Alan Minas, e “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, de Edu Felistoque, participam das mostras competitivas oficiais do festival. Já a ficção “Feito Pipa”, dirigida por Allan Deberton, integra a seção Belt and Road Film Week, segmento voltado ao fortalecimento do intercâmbio cinematográfico entre os países parceiros do bloco comercial.
A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil, Joelma Gonzaga, destaca a diversidade das produções brasileiras que estão sendo exibidas em Xangai. “O cinema brasileiro é feito de múltiplas vozes, territórios e formas de contar histórias. A seleção apresentada no Festival Internacional de Cinema de Xangai revela essa potência ao reunir obras que transitam por diferentes gêneros e linguagens, passando pela memória, pela identidade, pelas questões sociais e pela imaginação. Levar essa diversidade para um dos mais importantes festivais de cinema da Ásia é uma oportunidade de aproximar públicos, fortalecer intercâmbios culturais e apresentar ao mundo a força criativa e a riqueza da produção audiovisual brasileira”.
O circuito de exibições exibe obras focadas em questões de saúde mental, memória, infância e dinâmicas regionais, como o suspense “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias, e os documentários de Lírio Ferreira, Karen Harley e Eliza Capai. A mostra inclui ainda o longa-metragem “A Hora da Estrela”, clássico dirigido por Suzana Amaral em 1986 e baseado na literatura de Clarice Lispector. A obra foi incluída no catálogo para representar a longevidade e a tradição histórica das produções artísticas nacionais.
A Mostra de Cinema Brasileiro em Xangai constitui uma das agendas diplomáticas do Ano Cultural Brasil-China 2026, planejado por órgãos governamentais para ampliar o conhecimento mútuo entre as duas sociedades. O projeto é realizado em parceria com o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério do Turismo, com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Petrobras e da Caixa Econômica Federal. A produção executiva é assinada pela empresa Quitanda Soluções Criativas e pelo Instituto Ibero Culturas, sob cooperação da Unesco.
