O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abre ao público, no dia 26 de junho de 2026, a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”. Com curadoria de Gabrielle Nascimento, a mostra apresenta o acervo de arte africana da instituição pelo viés intelectual de seu criador, relacionando o colecionismo à construção de memórias.
A seleção reúne mais de 200 itens entre esculturas, pinturas, máscaras, vestuários, registros de aquisição, fotografias, livros e discos. O percurso é composto em sua maioria por peças do próprio patrimônio do museu, com uma divisão técnica focada em artefatos tradicionais e contemporâneos da Nigéria e do Benim. A montagem aproxima máscaras de rituais Gelede e Egungun a produções integradas ao circuito global da arte.

O título da exposição faz referência à série de xilogravuras “Suíte Afríquia I, II e III”, desenvolvida por Araujo em 1977. As gravuras foram elaboradas após a participação do artista baiano no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana, realizado na Nigéria. O evento marcou o primeiro contato do realizador com o território africano, influenciando sua produção visual e o início da busca por peças para o acervo.

A iniciativa documenta a atuação de Araujo nas frentes de curadoria e museologia. O museu, fundado em 2004 a partir da coleção particular de seu idealizador, ocupa uma área de 12 mil metros quadrados e possui mais de 20 mil obras catalogadas. O espaço é gerido pela Associação Museu Afro Brasil, uma Organização Social de Cultura vinculada à gestão estadual.
Serviço
Afríquia: o artista como colecionador
Data: 26 de junho a 13 de setembro de 2026
Horário: Terça-feira a domingo, das 10h às 17h (permanência até as 18h)
Local: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo — Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque Ibirapuera, Portão 10 (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, São Paulo, SP)
Ingresso: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada); gratuito às quartas-feiras. Vendas na bilheteria local
Classificação etária: Livre
Mais informações: Canal oficial em museuafrobrasil.org.br
