O mercado de arquitetura de interiores e design de móveis no Brasil registra um aumento na demanda por projetos que incorporem elementos da identidade cultural, da história e da biodiversidade do país. Esse comportamento tem impulsionado a indústria de painéis de MDF a desenvolver coleções focadas em matérias-primas nativas, paisagens e tradições regionais, substituindo a reprodução automática de tendências internacionais.
Tons terrosos e referências à biodiversidade
No segmento de revestimentos, cresce a utilização de tonalidades aquecidas e naturais. Entre as opções desenvolvidas pela fabricante Placas do Brasil estão painéis baseados no urucum — que adota uma cor terrosa avermelhada inspirada em pigmentos tradicionais — e na região amazônica. Um dos padrões da marca utiliza uma coloração clara com nuances rosadas que simula o desenho da pele de peixes e o encontro dos rios Negro e Solimões.
Madeiras claras e reinterpretações regionais
A aplicação de madeiras claras e rosadas permanece em evidência nos projetos residenciais e corporativos contemporâneos. A tendência se reflete no uso de padrões que reinterpretam materiais clássicos, como o carvalho, a partir de perspectivas históricas locais. “As pessoas buscam ambientes que carreguem significado, memórias e conexões afetivas”, aponta João Jantorno, designer de produtos da empresa. De acordo com o profissional, as tonalidades suaves são aplicadas para ampliar visualmente os espaços.
Texturas têxteis e efeitos metalizados
A busca por maior diferenciação visual e texturas sensoriais também orienta os lançamentos industriais. Os catálogos atuais incluem superfícies perolizadas que simulam o aço corten com nuances douradas e bronzeadas, além de MDFs com acabamento têxtil que imitam o linho em tons de bege aquecido. Especialistas apontam que a preferência por texturas que remetem ao artesanato visa aumentar a sensação de conforto nos ambientes construídos.
