A Copa do Mundo de 2026 consolidou uma mudança estrutural definitiva na publicidade: o futebol deixou de ser exclusividade das transmissões de TV e passou a dominar o estilo de vida, o comportamento e o consumo digital descentralizado. De acordo com um levantamento recente da Rakuten Advertising, 91% dos brasileiros pretendem comprar produtos ou serviços motivados pelo torneio, sinalizando um mercado altamente aquecido e disputado.
É nesse cenário de forte apelo comercial que a Viraliza, maior agência de marketing de influência do Nordeste (com alcance superior a 100 milhões de seguidores), desenvolve ativações estratégicas para marcas do primeiro escalão nacional, como Vivo, Coca-Cola, Smirnoff, Havaianas e Itaipava.
O fenômeno da “Copa multitela” e do consumo móvel
Para o diretor da Viraliza, Igor Beltrão, o comportamento do consumidor mudou de forma irreversível: o smartphone agora é o centro da jornada. O estudo da Rakuten Advertising comprova essa tese: 82% dos consumidores pretendem realizar buscas e aquisições pelo smartphone durante o evento, reforçando o avanço de uma jornada conectada ao entretenimento digital.
A disputa pela atenção do público se descentralizou: embora a TV aberta siga relevante (citada por 72% dos entrevistados), ela divide espaço diretamente com o YouTube (62%) e com as redes sociais, que somam 63% das menções como canais de acompanhamento do torneio. “Hoje a Copa é 100% multitela. O público acompanha o lance na TV, mas está com o celular na mão comprando, consumindo reações e memes em tempo real na chamada ‘segunda tela’. O segredo do sucesso não é interromper o consumidor com um comercial tradicional de 30 segundos, mas inserir as marcas de forma orgânica onde a atenção real dele está concentrada”, analisa o executivo.
Vídeos curtos como o principal gatilho de atenção
A mesma pesquisa traz outro dado fundamental para as estratégias de marketing de influência: os vídeos curtos exercem papel central no comportamento de compra, sendo citados por 85% dos consumidores como o principal gatilho de atenção na busca por ofertas, com destaque para conteúdos em plataformas como Reels, Shorts e TikTok.
Para ilustrar como esse fenômeno se espalha e como as marcas estão usando a criatividade em tempo real, a Viraliza aponta as tendências de conteúdo que estão dominando as redes neste mundial:
- Música, ritmo e dança: O movimento de marcas como a Itaipava (que lançou uma música com o MC Livinho focada no clima da torcida) e o sucesso de criadores que viralizam com coreografias da Copa (como Raphael Vicente) refletem essa busca por formatos dinâmicos em vídeo curto, gerando conexão imediata com o público jovem.
- Família, nostalgia e o público infantil: Vídeos de dinâmicas familiares e a febre do álbum de figurinhas, como as “trollagens” de grande apelo popular feitas por Camila Loures, conversam diretamente com o maior ponto de consumo do evento: o lar, criando um ambiente seguro e de alta identificação para marcas de bens de consumo, petiscos e bebidas.
- Moda, estilo e o “look do dia”: A busca por camisas da seleção personalizadas e maquiagens temáticas, impulsionada por criadoras de lifestyle como Laura Brito, transformou o uniforme de jogo em moda urbana, criando um mercado bilionário e altamente visual para o setor de vestuário e beleza durante o torneio.
- Bastidores, memes e fofocas: O público exige o tempo real. Perfis focados em trazer reações ágeis às convocações, piadas e os bastidores dos jogadores, vertente trabalhada na Viraliza pela criadora Gabo Pantaleão, por exemplo,funcionam como o termômetro social do evento, alimentando a fome de conteúdo do torcedor conectado na segunda tela.
O verdadeiro ROI (Retorno sobre investimento) do mundial de 2026 não está em comprar o espaço publicitário mais caro da mídia tradicional, mas em pulverizar a presença de marca em narrativas ágeis, criativas e em formato de vídeo, exatamente onde 85% da atenção do consumidor está focada.
