A economia criativa brasileira deixou de ser um setor periférico. Ela agora ocupa o centro das estratégias de desenvolvimento, tecnologia e inovação. Durante a Rio2C, lideranças do setor apontaram que a identidade cultural do país é hoje uma ferramenta crucial para empresas que buscam relevância no mercado global.
O valor estratégico da identidade cultural
A brasilidade se transformou em um diferencial competitivo essencial para marcas que buscam propósito e conexão real. Segundo Edna dos Santos-Duisenberg, vice-presidente da Organização Mundial para a Criatividade (WCO), o ecossistema criativo nacional integra os setores público e privado. Essa sinergia fortalece a pauta política e impulsiona a economia da experiência.
“A economia criativa passou a integrar a pauta política do Brasil e hoje dialoga diretamente com os setores de tecnologia, serviços e inovação. Trata-se de um ecossistema capaz de gerar desenvolvimento econômico e fortalecer conexões entre os setores públicoe privado”, afirmou.
No foco, está a capacidade de o país transformar seus atributos culturais em posicionamento de mercado. Para Edna, a adaptação de produtos, serviços e estratégias de comunicação a partir de referências culturais brasileiras pode ampliar a competitividade das empresas nacionais em um cenário cada vez mais orientado pela economia da experiência.

A visão encontra eco na atuação da Badauê. Para Alícia Cesario, CEO da plataforma, o mercado vive uma fase de valorização da autenticidade como elemento de diferenciação. “O Brasil possui uma potência criativa única. A brasilidade, representada por sua diversidade,repertório cultural e capacidade de conexão, passa a ocupar um lugar estratégico na construção de marcas e negócios com relevância global”, afirma.
A discussão ocorreu durante a cobertura editorial realizada pela Badauê na Rio2C, encontro que reuniu lideranças dos setores de comunicação, tecnologia, entretenimento, marketing e inovação. Ao longo do evento, a plataforma acompanhou debates e tendências que apontam para um movimento cada vez mais evidente: a criatividade deixa de ser apenas uma expressão cultural para se consolidar como vetor de desenvolvimento econômico e construção de valor para marcas.
A autenticidade cultural serve como âncora para a construção de negócios globais. Alícia reforça que a diversidade e o repertório brasileiro geram valor comercial único. O reconhecimento da cultura como ativo de negócios é o caminho definitivo para o protagonismo internacional do Brasil até 2030.
