O auditório da Associação Comercial da Bahia (ACB), em Salvador, recebeu a 11ª edição da série Diálogos Ecossistêmicos no último dia 12 de junho. O encontro reuniu cerca de 60 participantes, entre estudantes, educadores e lideranças comunitárias. O debate teve como tema central a Inteligência Cidadã, o protagonismo jovem e a formação das novas gerações em cenários sociais complexos.
A programação foi realizada pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR) e utilizou a metodologia educacional Transformar, que correlaciona práticas democráticas aos direitos da natureza. O evento abordou a inclusão de comunidades tradicionais nos processos decisórios, contando com a participação da liderança de marisqueiras de Madre de Deus, Marcleide Pinho, e de representantes da juventude da Região Metropolitana de Salvador.
O painel de discussões registrou contribuições sobre segurança alimentar, conservação ambiental e combate ao preconceito nas periferias. Entre os palestrantes, o formato híbrido contou com intervenções de Paulo Cavalcanti, presidente da fundação homônima, e de Cris Santos, diretora da Rede Via Cidadã. O projeto teve o apoio institucional da ACB e do Village Itaparica.
Para Adriana Muniz, do Conselho de Notáveis da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, a expressiva participação da juventude demonstra o potencial da educação cidadã como ferramenta para promover desenvolvimento sustentável e justiça socioambiental. “Ver tantos jovens participando ativamente deste diálogo nos dá a certeza de que estamos semeando uma nova forma de pensar o desenvolvimento dos nossos territórios. Acreditamos que só haverá um futuro verdadeiramente sustentável quando conseguirmos unir cidadania, justiça socioambiental e cuidado com os ecossistemas”, afirmou.
A diretora de Sustentabilidade da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, Jacqueline Moreno, destacou que o encontro reafirma a importância do diálogo entre diferentes setores da sociedade na construção de soluções coletivas. “O Diálogos Ecossistêmicos nasce da convicção de que as grandes transformações acontecem quando diferentes vozes se encontram em torno de um propósito comum. Seguimos fortalecendo uma visão de desenvolvimento que respeita a democracia, valoriza os direitos da natureza e reconhece que a prosperidade dos territórios depende da harmonia entre pessoas, cultura e ecossistemas”, concluiu.
A AMMAR atua como organização da sociedade civil focada em governança participativa, justiça socioambiental e desenvolvimento sustentável. A série de debates promovida pela entidade visa estruturar canais de articulação entre o setor empresarial, a comunidade acadêmica e moradores de territórios pesqueiros e periféricos do estado.
