O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou nesta quarta-feira (19/11) um balanço das negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP 30), em Belém, capital do Pará. Durante todo o dia na Zona Azul, Lula defendeu que as lideranças globais assumam metas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e ajudem os países pobres com recursos financeiros e tecnologia. Iniciada no dia 10 deste mês, a COP 30 será realizada até sexta-feira (21).
“É preciso que as pessoas tenham consciência que todo mundo tem que ter muita responsabilidade. E é por isso que nós colocamos a questão do Mapa do Caminho. Porque é preciso a gente mostrar para a sociedade que nós queremos, sem impor nada a ninguém, sem determinar o prazo, que cada país seja dono de determinar as coisas que ele pode fazer dentro do seu tempo, dentro das suas possibilidades. Mas nós estamos falando sério. É preciso que a gente diminua as emissões de gases de efeito estufa”, ressaltou Lula.
O Mapa do Caminho é uma proposta do Brasil na COP 30, que define planos de ação e metas concretas para a redução do uso de combustíveis fósseis em todo o mundo.
Lula abordou o desafio que foi levar a conferência para uma cidade que não costuma sediar grandes eventos mundiais. “Eu, desde o início, não tinha dúvida que a gente ia fazer a melhor COP de todas as COPs que foram realizadas até agora”, disse. “Era muito importante para nós colocar a Amazônia como ela é, do jeito que ela é, na cabeça dos povos do mundo inteiro”, explicou. “Hoje, as pessoas conhecem que não só existe uma cidade chamada Belém, onde nasceu Jesus Cristo, mas que existe também a Belém do Pará, do povo brasileiro, um povo extraordinariamente simpático, agradável e generoso”, completou.
Cientistas aproveitaram para entregar ao presidente uma proposta pedindo que, ainda durante a COP30, ele busque apoio de outras nações a um plano de eliminação gradual dos combustíveis fósseis até 2045.
Alemanha anuncia 1 bi de euros para o TFFF
Já a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a evolução do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo Brasil. “Tivemos a alegria de saber que a Alemanha fez o anúncio do seu aporte. E esse aporte é da ordem de 1 bilhão de euros para o TFFF, graças a todo o esforço que vem sendo feito e numa demonstração de que, de fato, esse instrumento de financiamento global é muito bem desenhado, muito bem estruturado e começa a dar as respostas”, afirmou.
O TFFF cria um novo modelo de financiamento climático: países que preservam as florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Enquanto isso, os investidores recuperam os recursos investidos, com remuneração compatível com as taxas médias de mercado. Na prática, o fundo cria uma nova economia baseada na conservação, tornando a floresta em pé uma fonte de desenvolvimento social e econômico.
