O Edifício Copan, um dos maiores símbolos arquitetônicos de São Paulo, acaba de ganhar as telas de cinema de forma inédita. Sob a direção de Carine Wallauer, o longa-metragem venceu a Competição Brasileira do Festival É Tudo Verdade e chega ao circuito comercial trazendo um retrato pulsante e político do país.
Se você ainda tem dúvidas se deve garantir o seu ingresso, listamos 5 motivos fundamentais para vivenciar essa experiência na experiência máxima da sala escura:
1. Fotografia premiada que transforma arquitetura em cinema
Antes de estrear na direção de longas, Carine Wallauer consolidou sua carreira como artista visual e diretora de fotografia. Esse olhar geométrico e refinado rendeu ao filme o prêmio de Melhor Fotografia de Longa Documentário pela ABC (Associação Brasileira de Cinematografia). Na tela grande do cinema, as curvas de Oscar Niemeyer, as frestas de luz e a imponência dos 32 andares ganham texturas e uma escala monumental impossível de ser replicada na televisão ou no celular.
2. O retrato perfeito (e urgente) do Brasil de hoje
O filme registra a eleição interna para o cargo de síndico do condomínio ocorrendo em paralelo à histórica e polarizada eleição presidencial de 2022 entre Lula e Jair Bolsonaro. Ao cruzar essas duas realidades, o documentário constrói uma metáfora perfeita sobre poder, democracia e disputa de narrativas. É uma obra essencial para entender a fragilidade democrática e as rachaduras sociais que continuam ecoando no cotidiano do país.
3. Trilha sonora pulsante assinada por KL Jay
A música original do longa é um acontecimento à parte. Ela foi composta pelo lendário DJ KL Jay (fundador dos Racionais MC’s), ao lado de seus filhos, os DJs Will e Kalfani. Morador e personagem do próprio prédio, KL Jay traduz o ritmo frenético das ruas de São Paulo e o pulsar das engrenagens do Copan em uma identidade sonora urbana, forte e hipnotizante.
4. Celebração dos 60 anos do gigante modernista
Inaugurado em 1966 no coração da Avenida Ipiranga, o Copan completa exatamente 60 anos de história. O documentário serve como a celebração definitiva da maior estrutura de concreto armado do país. Ver o filme nos cinemas é uma forma de homenagear e desvendar este lar que abriga mais de 5 mil moradores, funcionando como a maior comunidade vertical da América Latina.
5. Olhar íntimo e sem filtros de quem vive por dentro
O longa foge completamente dos clichês de cartão-postal. Esse distanciamento do óbvio só foi possível porque a diretora Carine Wallauer morou no edifício por sete anos, e a produtora Viviane Mendonça reside lá desde 2015. Essa intimidade abriu portas de apartamentos e bastidores restritos ao público geral, capturando a humanidade crua e os segredos escondidos atrás das famosas fachadas de concreto.
