O Festival Caju de Leitores divulgou a programação completa de sua 5ª edição, que será realizada nos dias 2, 3 e 4 de setembro de 2026, na Oca Tururim, Aldeia Xandó, Território Indígena Barra Velha, em Porto Seguro (BA). Todas as atividades são gratuitas.
Com o tema “Um Manifesto de Bichos”, o festival reunirá escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças indígenas e comunidades em rodas de conversa, contações de histórias, encontros com autores, apresentações culturais e ações educativas. A programação estabelece relações entre literatura, oralidade, língua, ancestralidade, território, natureza e os modos indígenas de compreender a existência.
2 de setembro: literatura infantil, língua Patxohã e saberes do território
A abertura da programação, na quarta-feira (2), será conduzida pelo cacique Marrudo Pataxó, da Aldeia Xandó, e por Maria Coruja, anciã e mestra dos saberes ancestrais homenageada nesta edição. Em seguida, Giovanna Pataxó e Apêtxienã Pataxó participam da roda “Como chamamos os bichos em Patxohã: histórias de aldeia”.
À tarde, o Vozes da Escola abre espaço para produções de estudantes. A programação segue com a mesa “Descolonizando afetos na literatura indígena infantil: o que os bichos nos ensinam”, com Geni Nuñez e Auritha Tabajara, e termina com a apresentação do Grupo Cultural da Aldeia Xandó.
3 de setembro: livros, educação indígena e conhecimentos entre gerações
Na quinta-feira (3), Maria Coruja e Auritha Tabajara iniciam as atividades com uma contação de histórias. Mariela Tulián, Sairi Pataxó e Sebastian Gerlic participam da roda “Povos indígenas de Abya Yala: conexão ancestral por meio do livro literário indígena — quem é o nosso bicho ancestral?”. A manhã também terá apresentação da Cia. de Teatro Livro Aberto.
A programação da tarde inclui o Vozes da Escola, a apresentação da I Pesquisa Caju de Leitores e a roda “Educação indígena inclusiva: para humanos e não humanos”, com Vanessa Guarani Ratton, Carina Pataxó e Lucia Tucuju. O segundo dia termina com a apresentação do Grupo Cultural do Porto do Boi.
4 de setembro: imagens, grafismos e encontro com autores
No último dia, sexta-feira (4), Maria Coruja e Lucia Tucuju participam de uma contação de histórias. Na sequência, Maurício Negro, Sol Itaputyr e Tucunã Pataxó integram a mesa “Quando as imagens também contam as histórias dos bichos”, dedicada às relações entre imagens, grafismos, desenhos e narrativas.
À tarde, depois do Vozes da Escola, a Colheita de Livros promoverá um encontro do público com autores convidados. A apresentação dos Marujos Pataxó encerrará a programação do festival.
Jornada reúne formação, pesquisa e debates sobre literaturas indígenas
No dia 1º de setembro, das 9h às 11h, o Centro de Cultura de Porto Seguro recebe a III Jornada de Literaturas Indígenas da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), atividade parceira que antecede a programação principal do Caju de Leitores. O encontro é gratuito e voltado especialmente a professores das redes pública e privada, educadores indígenas e estudantes universitários.
A Jornada propõe fortalecer as práticas pedagógicas a partir das literaturas indígenas, promovendo o diálogo entre os saberes originários e a educação formal. A atividade também se apresenta como espaço de formação, troca de experiências e difusão da literatura produzida por autores indígenas no Sul da Bahia.
Durante a programação, serão apresentados os resultados da I Pesquisa Caju de Leitores, que investiga a relação de crianças e jovens de escolas indígenas de Porto Seguro e do distrito de Caraíva com os livros e a leitura em diferentes contextos escolares.
Às 19h, no Campus Sosígenes Costa da UFSB, em Porto Seguro, a programação continua com a Varanda Indígena, mesa-redonda sobre ensino e literaturas indígenas, com Vanessa Guarani Ratton e Paulo de Tássio Borges da Silva.
Inscrições Aqui para a Jornada
