O Ministério da Cultura e outros seis ministérios preparam um decreto interministerial para instituir a Política Nacional de Economia Criativa. A proposta foi detalhada na última quarta-feira, 17 de junho de 2026, durante o Seminário Internacional Caminhos para Fomento e Financiamento em Economia Criativa, no Rio de Janeiro.
O plano nacional unifica ações da Cultura com pastas como Turismo, Trabalho, Ciência e Tecnologia, Nova Indústria Brasil, Micro e Pequena Empresa e Integração Regional. O objetivo do Palácio do Planalto é transformar as indústrias culturais em política de Estado de forma transversal.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu a ampliação do investimento privado e a criação de linhas de crédito específicas junto a bancos públicos. A ministra pontuou que o setor gera resultados rápidos na economia, mas os trabalhadores ainda enfrentam barreiras para obter financiamento.
O evento no Palácio Gustavo Capanema encerra as escutas regionais do Fórum Brasil Criativo, que recolheu propostas em todas as regiões brasileiras desde o ano passado. As sugestões dos agentes do setor vão embasar o texto do decreto e as metas do Plano Brasil Criativo.

O segmento de economia criativa lida com a falta de garantias físicas para obter empréstimos bancários tradicionais por focar em ativos intangíveis e propriedade intelectual. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social estuda a criação de um Fundo Nacional de Economia Criativa para suprir essa demanda.
O seminário internacional é organizado pelo Ministério da Cultura em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. O encontro reuniu lideranças de projetos nacionais como a Feira Preta e o Museu do Hip Hop para discutir modelos de sustentabilidade financeira.
