De Edi Rock, um dos nomes fundamentais da história do rap nacional, a Matuê, expoente de uma nova geração que conquistou milhões de ouvintes, o documentário “Melhores Dias” traça um panorama da cultura urbana brasileira a partir de diferentes gerações, trajetórias e expressões artísticas. MC Hariel, Jup do Bairro, Traemme e MC Tha estão entre os artistas que ajudam a construir essa narrativa, tendo como fio condutor a trajetória de Marcos Baroni, hairstylist e idealizador do Festival Melhor Dia.
Ao longo de 89 minutos, o espectador acompanha os preparativos de mais uma edição do festival, que nasceu de forma despretensiosa e se consolidou como um espaço de encontro e celebração do rap, trap e funk na capital paulista. Entre depoimentos, memórias, encontros e cenas de bastidores em estúdios de gravação, o longa revela conexões que ultrapassam a música e evidenciam o papel da cultura urbana na construção de identidades, na expressão de vivências periféricas e na transformação social.
Dirigido por Luana Rocha, em sua estreia na direção de longas-metragens, e produzido pela Abrolhos Filmes, “Melhores Dias” também abre espaço para vozes que encontram na arte uma ferramenta de resistência. É o caso da poeta Bololô, cuja trajetória está ligada ao slam e à poesia periférica. Professora de poesia, ela transforma experiências e questões sociais em versos que abordam temas como justiça social. Sua participação amplia o olhar do documentário para além dos palcos, revelando a potência da palavra na cultura das periferias.
Selecionado para a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, onde integrou a Competição Novos Diretores, “Melhores Dias” encerrou sua participação após três exibições. Agora, a produção se prepara para uma nova etapa de circulação, com perspectivas de lançamento no circuito comercial e negociações para chegar às plataformas de streaming.
