O Agbara, primeiro fundo filantrópico criado por e para mulheres negras no Brasil, levará ao debate internacional sobre desenvolvimento sustentável a perspectiva da justiça econômica, da filantropia estratégica e da participação de mulheres negras nos espaços de decisão. A organização estará representada no SDGs in Brazil 2026, encontro promovido pelo Pacto Global da ONU – Rede Brasil, na sede das Nações Unidas, em Nova York, durante a semana da 81ª Assembleia Geral da ONU.
O encontro reunirá lideranças brasileiras e internacionais dos setores empresarial, filantrópico, acadêmico e institucional para discutir os desafios da Agenda 2030 e temas como desenvolvimento sustentável, direitos humanos, sustentabilidade, inovação, integridade e liderança responsável. A programação também aborda questões como mudanças climáticas, segurança hídrica, inteligência artificial, ética, investimento socioambiental e futuros regenerativos.
A participação do Agbara amplia a presença de uma perspectiva ainda pouco representada nos grandes debates internacionais sobre desenvolvimento: a de uma organização criada e liderada por mulheres negras que atua diretamente na redistribuição de recursos e no fortalecimento de iniciativas e organizações lideradas por mulheres negras. A proposta é conectar a experiência acumulada pelo fundo no Brasil às discussões globais sobre redução das desigualdades, direitos humanos e desenvolvimento sustentável.
À frente da representação do Agbara estará Aline Odara, diretora-executiva e fundadora da organização. Sua presença integra uma agenda mais ampla de inserção da perspectiva de mulheres negras brasileiras em espaços internacionais de diálogo, formulação de agendas e construção de futuros.
“Quando o Agbara chega a um espaço como esse, levamos não apenas a perspectiva das mulheres negras, mas também a experiência de uma organização que há anos trabalha na prática para redistribuir recursos e fortalecer quem historicamente teve menos acesso a eles. Queremos ampliar essa conversa e mostrar que justiça econômica não é um tema à parte da agenda de desenvolvimento sustentável, mas uma dimensão fundamental para pensar quais futuros estamos construindo e para quem.”, afirma Aline.
Entre os nomes confirmados na programação estão representantes do Pacto Global da ONU, diplomatas, lideranças empresariais e especialistas internacionais em temas como direitos humanos, inteligência artificial, governança, sustentabilidade, recursos hídricos e liderança responsável.
