O Parque Augusta, no coração da Consolação em São Paulo, se transformará em um cinema ao ar livre e totalmente sustentável na próxima sexta-feira (11/09), a partir das 18h30. O espaço recebe o CineSolar, o primeiro cinema itinerante movido a energia solar do Brasil, em uma sessão gratuita que acontece em parceria com a Ciranda de Filmes — mostra pioneira dedicada às infâncias, juventudes e educação.
O protagonista do projeto é o furgão do CineSolar, uma estação móvel de ciências, arte, tecnologia, sustentabilidade e cultura de paz. O veículo é adaptado com placas fotovoltaicas no teto e carrega todo o cinema: cadeiras, banquetas, sistemas de conversão e armazenamento de energia, som, projeção e a própria tela. Com luzes coloridas, decoração de material reciclado e objetos interativos (como laser e bola de plasma), o espaço ensina, de forma lúdica, como a luz do sol se transforma em energia elétrica.
“Acreditamos que a arte e o cuidado com o meio ambiente transformam vidas. Por isso, o CineSolar oferece acesso gratuito a um cinema movido a energia solar e ao ar livre. A ideia é trazer consciência ambiental de forma leve e lúdica. Nossa sessão vai além de assistir a filmes, é sobre viver momentos que conectam pessoas, histórias e sonhos”, diz Cynthia Alario, idealizadora do CineSolar.
Telas Verdes: Arte e Consciência Ambiental no Parque
Em sua 9ª edição, a Ciranda de Filmes traz o tema “Infância: força regeneradora da vida – reacender sonhos, cultivar o comum e regenerar nossa forma de estar no mundo”.
“Diante dos conflitos, da crise climática, do enfraquecimento dos vínculos e da dificuldade de imaginar outros futuros, voltamos nossos olhares para a essência do ser humano: a infância. Não para atribuir às novas gerações a tarefa de reparar o mundo que receberam, mas para reconhecer a força vital das crianças e dos jovens e reaprender, com eles, a nos reencantar, imaginar, brincar, cuidar e compreender a vida como uma grande teia de interdependências”, diz Patrícia Durães, idealizadora e realizadora da Mostra junto a Fernanda Heinz Figueiredo.
Os filmes
Os filmes
No curta “Chuva”, Aurora, por meio de seus desenhos, mostra onde vivia com seus pais, seus avós, vizinhos e seu cachorro Mocotó. Nos dias de chuva, ela amava brincar perto do pé de laranja, seu lugar preferido. Até que um dia veio uma tempestade que colocou medo em todos. Com a ajuda de seus vizinhos e várias outras pessoas, ela e sua família estão reconstruindo sua casa, suas brincadeiras e toda sua comunidade.
Em “A Menina e o Mar”, um menino que teme o que pode existir nas águas do mar, conhece uma menina cega, capaz de perceber o mar de uma maneira inteiramente diferente. Entre sons, texturas e trocas, os dois descobrem que há muitas formas de olhar e de se relacionar com aquilo que ainda não conhecemos.
Na animação “A Pequena Amélie”, o público acompanha os primeiros anos de uma menina de uma família belga nascida no Japão. Em seu despertar para a vida, cada sabor, cor, palavra e paisagem ganha a dimensão de uma descoberta incrível. Ao lado de Nishio-san, a governanta japonesa com quem estabelece um vínculo profundo, Amélie começa a compreender a beleza, as contradições e a impermanência do mundo.
“Do mar que acolhe o encontro entre duas crianças ao jardim onde Amélie experimenta a vida pela primeira vez, os filmes convidam pessoas de todas as idades a perceber o mundo com a curiosidade e presença que marcam a infância. Uma sessão para compartilhar, em meio à natureza do parque, histórias sobre amizade, diferença, pertencimento e a capacidade das crianças de renovar o nosso olhar”, diz Fernanda Heinz Figueiredo.
O projeto é viabilizado pela Lei Rouanet, com patrocínio do banco BV, realização da Brazucah Produções e do Ministério da Cultura, e apoio do Parque Augusta.
