O Festival Cine Inclusão 60+ em Foco realiza sua sexta edição entre os dias 20 e 27 de setembro. A programação reúne 21 filmes nacionais e internacionais. O evento é gratuito e ocorre em São Paulo, Campinas e, pela primeira vez, em Santos.
A seleção está dividida em quatro blocos: abertura, Mostra 60+ em Ação, Mostra Competitiva Nacional e Mostra Internacional. Segundo o release, os filmes foram escolhidos por reunirem diferentes abordagens sobre envelhecimento e representatividade.
Jornalista e um dos curadores da Mostra Competitiva Nacional, Luiz Carlos Merten destaca a diversidade de temas presentes nos filmes escolhidos para a seleção. “Estimulam a reflexão. Falam de gente. São o nosso convite de curadores para que todos nos vejamos na tela”, resume. Esta edição também conta com um novo troféu de Melhor Filme, criado pelo artista José Roberto Aguilar.
Abertura

A abertura reúne três produções brasileiras. Mulher Papaya, de Camila Tarifa, venceu os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Filme pelo júri da crítica no 54º Festival de Cinema de Gramado, e acompanha Hilda, mulher de 70 anos, e sua relação com uma cuidadora.
Uma Menina, um Rio, animação de Renata Martins, acompanha uma personagem da infância à maturidade a partir do percurso de um rio como fio condutor. Sigo Enquanto Espero, de Isadora Libório, apresenta Marlene e Péricles, casados há 66 anos, em uma casa atravessada por objetos e memórias da vida compartilhada pelo casal.
Mostra 60+ em Ação

A mostra reúne seis filmes dirigidos por cineastas com 60 anos ou mais, profissionais ou amadores, de Rondônia, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Destino de Pele, de Marcela Bonfim, acompanha uma benzedeira que reencontra um homem ligado a um episódio de racismo vivido por ela na infância. Os Encantados, de Adroaldo Almeida, registra os moradores de Itororó, na Bahia, enquanto Melodia Ancestral, de Beatriz Costa, reconstrói a trajetória de um maestro negro da periferia de São Paulo entre as décadas de 1950 e 1980. Completam a mostra Sol a Pino, de Eunice Cunha, documentário construído a partir das memórias de uma mulher sobre a própria mãe; Cadeira Vazia, de Marco Madeira, sobre um investigador gay não assumido que apura a tentativa de assassinato de sua sobrinha, uma travesti negra; e Suá, a Praia que Sumiu, de Thais Helena Leite, sobre uma praia de Vitória aterrada nos anos 1970 em nome do progresso.
Mostra Competitiva Nacional
Com curadoria de Helena Ignez, Jorge Bodanzky e Luiz Carlos Merten, a mostra tem seis filmes: Recife Tem um Coração, de Rodrigo Sena, acompanha Silvio Silva, artista da música brega que recorre a seus seguidores para conseguir um novo equipamento de trabalho. Quem Ficou Fui Eu, de Maria Garé e Luiza Pace, retrata uma mulher que deixa o mercado de trabalho para cuidar da mãe com Alzheimer. Já Moti, de André Okuma, retrata as memórias da imigração japonesa no Brasil e acontecimentos políticos contemporâneos.

O Prazer É Todo Meu, de Vanessa Sandre, trata da sexualidade na maturidade. Também disputam a mostra Marina Colasanti — Entre a Sístole e a Diástole, de Alessandra Colasanti, construído a partir de arquivos e falas da escritora sob o olhar de sua filha e O Último Varredor, de Perseu Azul e Paulo Alipio, sobre um trabalhador que recolhe os grãos restantes das grandes operações do agronegócio como forma de sustento.

Mostra Internacional
A mostra reúne seis curtas de Reino Unido, Japão, Índia, Peru, Argentina e Estados Unidos: Amor à Primeira Vista (Michael Davies), Homem Dinossauro (Kazuya Ashizawa), Testemunho de Ana (Sachin Dheeraj), A Mudança (Ariana Andrade Castro), Posso Ficar com Ele? (María Rosario Carlino e Patricia Gualpa) e Não Peça Desculpa (David Au).
Atividades complementares
O festival promove uma roda de conversa com os curadores Luiz Carlos Merten e Jacqueline Durans e a atriz Magali Biff, protagonista de Mulher Papaya, com mediação de Imara Reis. O encontro discutirá critérios de seleção e questões de representatividade e sexualidade.
Outra novidade é o fórum Brasil 60+ sob a Ótica das Mulheres do Audiovisual, em parceria com o Instituto + Mulheres, no Museu Lasar Segall, em São Paulo. O debate abordará o crescimento da população com 60 anos ou mais e seus impactos no setor audiovisual.
O festival também apresenta o resultado das Oficinas de Cinema 60+, realizadas com 175 participantes em sete turmas, nas regiões de Capão Redondo, Cidade Tiradentes, Guaianases, Heliópolis, Campo Limpo, Campinas e Santos. O processo resultou no média-metragem Nossos Sonhos no Cinema, com coordenação, roteiro e direção de Eugenia Cecchini e fotografia e montagem de Cecilia Engels.
O festival integra um debate mais amplo sobre envelhecimento populacional e representatividade no audiovisual brasileiro. Segundo os organizadores, a criação do fórum Brasil 60+ parte do crescimento da população com 60 anos ou mais no país, o que motiva discussões sobre mercado de trabalho, permanência profissional e formas de representação do envelhecimento no setor.
O evento acontece de 20 a 27 de setembro, com entrada gratuita, em São Paulo, Campinas e Santos.
Serviço
6º FESTIVAL CINE INCLUSÃO 60+ EM FOCO
Data: 20 a 27 de setembro de 2026
Cidades: São Paulo, Campinas e Santos
Locais:
São Paulo – Espaço Petrobras de Cinema, Museu Lasar Segall e Cine Favela
Campinas – Cine Terracota e Pavão Cultural
Santos – Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS)
Entrada gratuita
Acessibilidade: os filmes contam com recursos de acessibilidade
Mais informações: cineinclusao.com.br
Redes sociais: @cineinclusao | Festivalcineinclusao
