O retorno da estética maximalista às coleções e ao estilo urbano reposicionou as técnicas de trabalho manual e o artesanato no centro do mercado de moda. Caracterizado pelo uso de bordados, pedrarias, franjas e sobreposições de texturas, o movimento tem demandado maior qualificação em modelagem e costura para garantir a viabilidade comercial e estrutural das peças.
Impacto na construção e acabamento
De acordo com profissionais do setor, a aplicação de elementos visuais complexos exige planejamento técnico rigoroso para não comprometer o caimento e o conforto das roupas. “O maximalismo chama atenção pela riqueza de elementos, mas uma peça só funciona quando existe equilíbrio e conhecimento técnico”, afirma Elizângela Gomes, professora da escola de moda Sigbol. Segundo a especialista, o domínio dos materiais é indispensável para evitar que as composições afetem a estrutura têxtil.
Mudança no comportamento de consumo
A preferência por peças com maior teor de informação visual acompanha uma mudança no perfil dos consumidores, que buscam vestuário voltado à expressão da identidade pessoal. Esse cenário abre espaço para o desenvolvimento de marcas autorais e para profissionais independentes que atuam com customização, ajustes e produção sob medida.
Cenário para o ensino profissionalizante
O panorama de mercado reflete-se nas instituições de ensino voltadas ao setor têxtil e de confecção. A Sigbol, escola fundada em 1969 e que atua na formação de mão de obra para a indústria de moda e empreendedorismo, registra um catálogo de 100 cursos ativos. As capacitações cobrem desde os fundamentos de corte e costura até a modelagem avançada e a costura industrial.
