Agricultores familiares de três biomas brasileiros consolidam, em junho de 2026, modelos de transição agroecológica para recuperar áreas degradadas. Os projetos contam com suporte técnico e científico para viabilizar a produção de alimentos sem o uso de defensivos químicos.
No Assentamento Abril Vermelho, em Santa Bárbara do Pará, as famílias recuperam solos antes ocupados pelo monocultivo de dendê. O trabalho com a Universidade Federal do Pará e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária direciona o plantio de cacau e açaí.

O manejo sustentável também avança no Cerrado de Cidade Ocidental, em Goiás, onde o Assentamento Cunha adota bioinsumos. Pesquisadores da Universidade de Brasília monitoram a retenção de água no solo da área, vizinha a monoculturas de grãos.
Na bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, um programa apoiado pela organização não governamental WWF-Brasil recupera áreas de preservação na Mata Atlântica. O programa envolve uma frente de intercâmbio técnico, expedições de campo e oficinas práticas (com sedes formativas no Instituto Terra) voltada a sistematizar e ampliar a adoção de sistemas agroflorestais (SAFs) para produtores da região. A cooperação do WWF-Brasil com o centro de pesquisa internacional CIFOR-ICRAF e o Mutirão Agroflorestal gerou o guia Sistemas Agroflorestais na Bacia do Rio Doce: aprendizados, práticas e experiências para restaurar produzindo. Os agricultores locais recebem treinamento da Universidade Federal de São Carlos para plantar frutas e espécies nativas.
A transição agroecológica ganhou espaço após o aumento da demanda por alimentos saudáveis e pela necessidade de conservação ambiental. Movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, utilizam as parcerias institucionais para garantir a segurança alimentar.
As universidades pretendem estender o monitoramento de solo para outras dez comunidades agrícolas até o fim do ano. Os dados coletados devem servir de base para a criação de novas políticas públicas de crédito voltadas à economia verde.
