Tem início nesta terça-feira (02) a programação oficial do Mês do Ambiente em Santa Catarina. O lançamento ocorre durante coletiva de imprensa na Assembleia Legislativa (ALESC), conduzida pelo deputado Marcos José de Abreu – Marquito (PSOL), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
A iniciativa idealizada pelo parlamentar busca centralizar e impulsionar ações voltadas à educação ecológica, conservação da biodiversidade e enfrentamento da crise do clima. Com o tema central “Áreas Protegidas e Justiça Climática”, a mobilização deste ano conecta datas fundamentais do calendário ecológico global e regional: o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) e o Dia Estadual da Promoção da Cultura Oceânica (8 de junho).
Agenda Colaborativa e Engajamento Social

O grande diferencial da proposta defendida por Marquito é o seu caráter descentralizado e participativo. Mais do que um calendário de eventos estatais, o Mês do Ambiente funciona como uma plataforma aberta para a sociedade civil. Organizações não governamentais, escolas, coletivos e cidadãos de todas as regiões catarinenses são convidados a cadastrar suas próprias atividades de mobilização na agenda oficial do mandato.
“O objetivo é dar visibilidade e conectar quem já faz a transformação na ponta, unindo a preservação das nossas unidades de conservação à urgência da justiça climática”, destacou o deputado.
Destaques da Programação pelo Estado
A abertura do mês conta com uma agenda robusta no parlamento e nas diversas regiões de Santa Catarina, capitaneada pelo esforço conjunto entre a comissão legislativa e órgãos como o Instituto do Meio Ambiente (IMA). A mobilização reúne atividades como debates, seminários, exposições, ações educativas e eventos voltados à sustentabilidade.
- Cultura e Ciência na Capital: A ALESC sedia a partir de hoje a exposição “Unidades de Conservação de SC”, exibindo o patrimônio natural das 192 áreas protegidas do estado através de painéis e acervo paleontológico, além do lançamento do livro de biodiversidade “A Vida Secreta da Natureza”.
- Ações nas Regiões de Conservação: Atividades práticas tomam conta do interior. No Oeste, o Parque Estadual das Araucárias promove oficinas de monitoramento de fauna e trilhas guiadas. No Sul, o entorno da Reserva Biológica do Aguaí recebe palestras sobre conservação de mamíferos, mudanças climáticas e o Festival cultural Wiediistock.
- Reflorestamento e Conscientização: Plantios comunitários e distribuição de mudas nativas ocorrem em municípios como Ituporanga, Nova Trento e Doutor Pedrinho, fortalecendo as zonas de amortecimento das florestas nativas.

“A ideia é justamente falar do ambiente como o ambiente inteiro, numa visão mais sistêmica sobre ecologia, saúde e sociedade. Neste ano tratamos das áreas protegidas e da justiça climática justamente porque quem mais sofre com os eventos climáticos extremos são as populações mais periféricas e vulneráveis.”, completa Marquito.
O parlamentar também ressaltou que a Comissão de Meio Ambiente vem realizando um levantamento junto aos municípios catarinenses sobre a existência de unidades de conservação municipais.
“Nós nos surpreendemos positivamente. Dos municípios que já responderam à comissão, cerca de 30% possuem unidades de conservação municipais criadas por lei ou decreto. Isso demonstra que há uma preocupação crescente com a proteção ambiental em nível local.”
Programação envolve atividades em 21 municípios
Ao longo do mês, a programação contará com atividades promovidas pela Comissão e também por entidades parceiras e organizações da sociedade civil.
Ao todo, 62 atividades autogestionadas foram cadastradas em 21 municípios catarinenses, envolvendo mutirões de limpeza, oficinas, feiras, palestras, exposições, plantios, rodas de conversa e ações de educação ambiental.
– Exposição sobre Unidades de Conservação – A programação iniciou com a exposição “Unidades de Conservação de Santa Catarina: patrimônio natural, gestão e participação social”, instalada no hall da Alesc. A mostra apresenta a diversidade das áreas protegidas do estado e destaca sua importância para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.
– Seminários sobre resíduos sólidos – A Comissão realizará etapas do Seminário Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos nos municípios de Laguna (8/6), Blumenau (12/6) e Joaçaba (26/6), promovendo capacitação técnica e troca de experiências entre gestores públicos e especialistas.
– Evento “As Águas Pedem Voz” – No dia 11 de junho, o IFSC Continente sediará o evento “As Águas Pedem Voz: Missão Baías Norte e Sul”, voltado à discussão sobre poluição, monitoramento ambiental e recuperação dos ecossistemas costeiros da Grande Florianópolis.
– Debate sobre Sistemas Agroflorestais –Também em 11 de junho, a Alesc receberá debate técnico sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs) em Santa Catarina, reunindo pesquisadores, agricultores e órgãos ambientais.
– Fórum Sustentar 2026 – Nos dias 18 e 19 de junho, a Comissão participa do Fórum Sustentar 2026, na UFSC, com debates sobre mudanças climáticas, energias renováveis, agricultura sustentável e inovação.
– Homenagem aos 50 anos do CCB da UFSC – No dia 18 de junho, a Alesc promove ato parlamentar solene em homenagem aos 50 anos do Centro de Ciências Biológicas da UFSC.
– Sessão especial sobre os Engenhos de Farinha – Em 29 de junho, a Assembleia realiza sessão especial em homenagem aos Engenhos de Farinha de Santa Catarina, reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil.
– Seminário de Ecoturismo – Entre os dias 22 e 24 de junho, Santo Amaro da Imperatriz recebe seminário voltado ao fortalecimento do ecoturismo e do turismo de aventura.
– Seminário sobre os Manguezais – No dia 23 de junho, a Alesc sediará seminário sobre os manguezais catarinenses, incluindo atividade de campo no Manguezal do Itacorubi, em Florianópolis.
As inscrições de projetos e ações comunitárias seguem abertas ao longo de todo o período, consolidando o mês de junho como o epicentro da virada ecológica em Santa Catarina.
Atualização: 02/06 às 21 horas
