A Badauê, plataforma brasileira de inovação cultural, participa do Horasis Global Meeting 2026, que acontece de 10 a 13 de novembro em Medellín, na Colômbia. A empresa terá três representantes na programação oficial do fórum de cooperação e diplomacia econômica, que reunirá cerca de mil lideranças em torno do tema “Construindo o Amanhã”.
O Horasis é frequentemente comparado ao Fórum Econômico Mundial, de Davos, pelo perfil de seus participantes: chefes de Estado, ministros, investidores e CEOs de multinacionais. A edição de 2026 destaca três eixos: o desenvolvimento ético da inteligência artificial, a transição econômica orientada pela sustentabilidade e os desafios geopolíticos em um cenário de incertezas.
A Badauê defende a cultura como ativo econômico e diferencial competitivo para as marcas. Para a CEO, Alicia Cesario, esse é o argumento que a empresa leva a Medellín. “A inteligência cultural construída ao longo da nossa história é um valioso patrimônio econômico”, afirma. Segundo ela, em um cenário em que as soluções de mercado se tornaram muito semelhantes, a brasilidade e a capacidade de criar conexões humanas genuínas surgem como vantagem competitiva real e sustentável.
Empreendedorismo na América Latina
licia Cesario participa do painel Construindo Caminhos Empreendedores na América Latina. A discussão parte de um contexto de expansão da atividade empreendedora, impulsionada por uma população jovem e pela adoção de tecnologias digitais, mas ainda marcado por desigualdades entre países e setores. Entre os temas estão as barreiras estruturais ao crescimento das empresas da região e o papel da cooperação regional na construção de ecossistemas mais competitivos e resilientes. Para a executiva, o desenvolvimento depende do alinhamento de políticas, da ampliação do acesso a capital e da colaboração entre países.
Dividem o painel Víctor Justo García (Fondo Impacta, Colômbia), Alejandro Gutierrez (PaLaTierra, Colômbia), Erik Sibille Hablutzel (Musa, Peru), Alon Lubieniecki (Luby, Brasil), Victor Sabbia (Brokerware, Uruguai) e Natalia Serrano (Fail Fast, Colômbia). A mediação é de Delia Rojas, do London Consulting Group (Paraguai).
ESG além da conformidade
O CFO da empresa, Guilherme Fritche, integra o painel ESG como Impulsionador de Valor de Longo Prazo. O debate trata da passagem das práticas ESG de exigência de compliance para parte das estratégias de resiliência, eficiência e confiança das organizações, e de como transformar compromissos socioambientais em resultados mensuráveis, incorporados à operação.
Participam também Wellington Bruno da Silva Esteves (Fujifilm Brasil), Monica Gil (One Social Investment, Irlanda), Roberto Perez (ODA Foundation, Colômbia), Natalia Pineda (ISA Interconexión Eléctrica, Colômbia), Jaime Arturo Ramírez (ALUNA Sustainability, Colômbia) e David Wilcock (Spirit Well Land, EUA). A mediação é de Dorine Denjean, da Millau Capital & Partners (Reino Unido).
Cultura e narrativa
Natália Lucas, cofundadora e diretora de criação da Badauê, fala no painel Cultura, Identidade e o Poder da Narrativa. A sessão examina como as narrativas culturais moldam a percepção das sociedades sobre progresso, risco e pertencimento, com efeitos em escolhas políticas e comportamentos econômicos. Entram em pauta o soft power, o storytelling e o intercâmbio cultural, além do papel da cultura na redução da polarização.
O painel também reúne Santiago Bareiro (Popa, Argentina), Juliana Mejia (colunista do El Tiempo, Colômbia), Sarita Palacio (Duende, Colômbia), Maria Catalina Prieto (Orquesta Filarmónica de Medellín) e Maya Reyes (Wasi Digital Learning, Brasil). A mediação é de Valentina Humar, da GJ Comunicaciones (Colômbia).
Por que Medellín
A cidade, conhecida por sua transformação urbana e social e por iniciativas ligadas a tecnologia e criatividade, sedia o encontro em meio à discussão sobre aproximação de mercados e atração de investimentos para a América Latina. Para empresas que querem atuar na região, entender códigos culturais e dinâmicas sociais locais é fator relevante. É nesse ponto que a Badauê situa sua proposta de “inteligência cultural”: traduzir referências locais para empresas e investidores estrangeiros e, no sentido inverso, projetar atributos brasileiros na construção de marcas, produtos e serviços com potencial global.
