O resultado integra o levantamento Escala 6×1: o que você pensa sobre essa mudança, feito com 5.705 respostas de pessoas com 16 anos ou mais, coletadas a partir da base de dados da Taqe, plataforma digital gratuita de recrutamento, seleção e capacitação profissional. Foram investigadas a posição dos participantes sobre o fim da escala, suas escolhas diante de diferentes condições de trabalho e o que fariam com um dia adicional de descanso por semana. Trata-se de uma pesquisa de opinião entre os respondentes, sem pretensão de representar toda a população.
Apoio ao fim da escala vem também de quem trabalha nela
No conjunto dos respondentes, 90,3% são favoráveis ao fim da 6×1, 5,1% são contrários e 4,6% ainda não formaram opinião. Entre aqueles que trabalham hoje nessa escala, o apoio é de 91,3%, nível semelhante ao de quem está na 5×2 (93,1%).
A posição favorável é alta em todas as faixas etárias: de 86,7% entre aqueles com 16 ou 17 anos a 94,2% entre os de 21 a 25. A preferência pela 6×1 com salário maior é mais frequente entre os de 16 a 17 anos (28,4%).
“Os resultados mostram que a discussão sobre a escala de trabalho vai além do salário. Os participantes valorizam o tempo de descanso, a convivência familiar e as oportunidades de estudo e desenvolvimento pessoal. São aspectos importantes para compreender o que as pessoas buscam nas relações de trabalho”, afirma Fernando Alves, superintendente executivo da Rede Cidadã. [CONFERIR citação e cargo]
Mais um dia livre é tempo para descansar e estudar
Os participantes também foram convidados a imaginar que trabalham na 6×1 e a dizer o que fariam com um dia adicional de folga por semana. A resposta mais frequente foi descansar, ter lazer ou passar mais tempo com a família (69,5%). Em seguida, aparece estudar ou fazer cursos (47,9%), à frente de afazeres pessoais ou domésticos (22,3%) e de cuidados com a saúde e atividade física (20,6%). Era possível marcar mais de uma opção.
Só 2,7% disseram que usariam o dia extra para trabalhar e ganhar renda adicional.
Jornada concentrada em cinco dias é alternativa bem aceita
Outra pergunta avaliou a disposição de trabalhar cinco dias, com jornadas diárias mais longas, no lugar de seis, com salário igual. Para 66,4% dos participantes, a troca é aceitável; 24,1% não aceitariam e 9,4% não souberam responder. Sobre aceitar uma vaga 6×1 em um novo emprego, 58,4% disseram que não e 21,5% que sim, o que corrobora a dificuldade de atração de candidatos para vagas na escala 6×1.
Na avaliação dos fatores que pesam na escolha de um emprego, o salário teve a maior nota média (4,32, em uma escala de 1 a 5), seguido de perto por dias de folga por semana (4,31) e possibilidade de crescimento (4,30). A duração da jornada diária recebeu 4,12. As notas próximas indicam que a decisão envolve um conjunto de condições, e não apenas a remuneração.
Um tema próximo de quem respondeu
A maioria dos participantes convive com a escala de perto: 90,4% afirmam conhecer ao menos uma pessoa próxima que trabalha em 6×1, 74,5% conhecem duas ou mais e 42,2% conhecem cinco ou mais.
Sobre o levantamento
O levantamento Escala 6×1: o que você pensa sobre essa mudança reuniu 5.705 respostas de pessoas com 16 anos ou mais, coletadas a partir da base de dados da Taqe entre o fim de setembro e 8 de outubro. O questionário abordou o perfil dos participantes, a escala de trabalho atual, a posição sobre o fim da 6×1, escolhas hipotéticas envolvendo salário e dias de descanso, prioridades na busca por emprego e possíveis usos de um dia adicional de folga. Os percentuais refletem apenas quem respondeu; não há desenho amostral probabilístico.
Sobre a Rede Cidadã
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