A TETO Brasil e o Fundo FICA contam com o apoio de 29 parlamentares eleitos para a defesa da pauta da moradia e clima. Os representantes escolhidos nas urnas, no último domingo, assumem os cargos apenas em 2027. Os contatos, realizados a partir da divulgação do documento “Moradia e Clima: Diretrizes para as Eleições 2026”, resultante do I Fórum Brasileiro de Moradia e Clima, realizado em junho, em Brasília, alcançaram a adesão de 83 concorrentes aos cargos legislativos, tanto nas esferas estaduais quanto na federal. Ao todo, 35% dos candidatos que assinaram o compromisso público com a pauta habitacional e climática foram eleitos. Outros 42% permanecem como suplentes aos cargos a que concorreram. Juntos, esses candidatos somaram mais de 34,8 milhões de votos.
Um dos compromissos assumidos por eles foi priorizar a integração entre moradia, saúde, meio ambiente e direitos humanos, nos primeiros 100 dias do mandato. Esse é um apoio significativo, conquistado pela TETO Brasil e pelo Fundo FICA, para as demandas mais urgentes da população vulnerabilizada. As soluções estão divididas em quatro temas: Habitação emergencial, Locação social, Moradia primeiro (Housing first) e Melhorias habitacionais.
“Foram mais de 34,8 milhões de brasileiros que votaram em candidaturas comprometidas com a nossa pauta. Essa votação expressiva mostra que a sociedade exige urgência: ter essa bancada eleita no Congresso e nas assembleias é decisivo para que a moradia deixe de ser tratada de forma fragmentada e passe a ser a linha de frente no enfrentamento e na adaptação à crise climática”, destaca Thayná Shervis, Especialista em Relações Institucionais e Incidência da TETO Brasil.
Para Simone Gatti, Diretora Presidente do Fundo FICA, “as escolhas feitas a partir das eleições de 2026 podem aprofundar ou começar a reverter as desigualdades em que vivem milhões de brasileiros, e que estão ainda mais vulneráveis com a crise climática. O Brasil precisa de uma política habitacional que não esteja voltada unicamente para a construção de novas moradias, pois ela sozinha não atende as diferentes vulnerabilidades existentes no nosso país. As propostas deste documento, oriundas do 1° Fórum Brasileiro de Moradia e Clima, apontam caminhos concretos para que governos assumam o compromisso de olhar para as distintas necessidades existentes e incorporem as diferentes formas de acesso à moradia na agenda de adaptação climática”, conclui.
Para conferir os nomes dos representantes que se comprometeram com a carta de diretrizes das organizações, acesse o site do Fórum Brasileiro de Moradia e Clima, aqui.
