A Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026 acontece entre 4 e 13 de setembro, no Distrito Anhembi. A 28ª edição cresceu em relação ao evento anterior: ocupará cerca de 87 mil m² e tem expectativa de receber aproximadamente 700 mil visitantes. A Espanha será o País Convidado de Honra. Um dos destaques desta edição é o Salão de Ideias, destinado a promover encontros sobre literatura, cultura, educação, inovação, diversidade, sustentabilidade e transformação social.
A escritora e pesquisadora Mariana Brecht integra os debates para analisar os cruzamentos entre a emergência climática e a construção de futuros possíveis na literatura de ficção. A participação acontece no dia 04/09, às 13h30 horas.
A coordenação dos painéis, dividida entre os comitês do Espaço Educação e do Espaço Skeelo, estruturou as mesas com o objetivo de investigar como as narrativas textuais servem como instrumentos de conscientização coletiva e resistência pedagógica.
A conversa com os autores André Gravatá e Morgana Kretzmann, será mediada pela repórter de meio ambiente e ciência, e apresentadora dos podcasts Bom Dia, Fim do Mundo (Agência Pública) e Tempo Quente (Rádio Novelo), Giovana Girardi; propõe um diálogo sobre como a ficção pode contribuir para pensar alternativas diante da crise ambiental. Já no dia 10/09, às 16h, Mariana participa da mesa “Os futuros que imaginamos viver”, no espaço Skeelo, em que discute como a literatura pode abrir caminhos para futuros possíveis e insurgentes.
As discussões promovem reflexões científicas transpostas para a arte e estruturam-se a partir de conceitos sociológicos como a solastalgia, formatados para aproximar o público de debates práticos sobre o avanço do greenwashing corporativo e a implantação de modelos de agrofloresta.

Mariana Brecht nasceu em São Roque (SP), entre a Mata Atlântica e o Cerrado. É escritora, roteirista, narrative designer de jogos digitais e pesquisadora. É autora de “Brazza” (Editora Moinhos, 192 pág.), “Foi acabar bem na nossa vez” (Rocco, 320 pág.), “Labirinto”, “A Menina com os Pés no Chão” (finalista do Prêmio Jabuti) e do infanto-juvenil “Cyber PANC e Só Zé” (Escarlate/Companhia das Letras, 2026)”.
Mariana também foi corroteirista de “A Linha”, jogo em realidade virtual vencedor do Emmy. Como compositora, integra o projeto musical Intraterrestres.
Clima, território e ecoansiedade
O romance, “Foi acabar bem na nossa vez” voltado ao público adulto, parte de um reencontro amoroso para escancarar disputas em torno de território, memória e soluções propostas para a crise do clima. Ambientado no interior de São Paulo em meados da década de 2030, o livro aborda temas como agrofloresta, greenwashing e solastalgia, propondo uma reflexão sobre a segunda chance que ainda podemos dar ao mundo.
Já na aventura infantojuvenil “Cyber PANC e Só Zé”, Mariana transforma a ecoansiedade em ação coletiva. Ambientada em uma São Paulo reorganizada para enfrentar a emergência ambiental, a narrativa acompanha Cyber PANC e Só Zé em uma jornada de amizade, cuidado e descobertas, mostrando que não há heroísmo isolado, mas redes de apoio capazes de tecer futuros possíveis.
SERVIÇO DO EVENTO
Mesa: “Emergência climática, literatura e educação”
Convidados: Mariana Brecht, André Gravatá e Morgana Kretzmann,
Data: 4/9 (Sexta-feira)
Horário: das 1:30pm às 2:30
Local: Espaço Educação – Bienal do Livro de São Paulo
Mesa: “Os futuros que imaginamos viver
Data: 10/9 (Quinta-feira)
Horário: das 16:00 às 17:00
Local: Espaço Skeelo – Bienal do Livro de São Paulo
Endereço da Bienal: Expo Pavilhões – Distrito Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP
Ingressos e mais informações no site do evento
Mesa: “Os futuros que imaginamos viver
Data: 10/9 (Quinta-feira)
Horário: das 16:00 às 17:00
Local: Espaço Skeelo – Bienal do Livro de São Paulo
Endereço da Bienal: Expo Pavilhões – Distrito Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo – SP
Ingressos e mais informações no site do evento
