O talento técnico e criativo do audiovisual do Brasil acaba de conquistar um dos palcos mais disputados do mundo. A equipe brasileira de som do longa-metragem “Elefantes na Névoa” venceu o prêmio de Melhor Criação Sonora no Festival de Cannes. O anúncio chancela a maturidade da nossa indústria e o valor estratégico das coproduções internacionais.
Dirigido pelo nepalês Abinash Bikram Shah, o filme é uma parceria entre Nepal, Alemanha, França, Noruega e Brasil. A participação brasileira concentrou-se inteiramente na estrutura sonora da obra, liderada pelas produtoras nacionais Bubbles Project e Enquadramento Produções.
Do set no Nepal à pós-produção no Brasil
O desenho sonoro do filme mobilizou profissionais renomados no mercado brasileiro. Pedro Sá Earp viajou ao Nepal para realizar a captação direta do áudio durante as filmagens.
Posteriormente, os trabalhos concentraram-se nos estúdios da Confraria de Sons e Charutos, no Brasil. O diretor Abinash Bikram Shah acompanhou de perto o processo ao lado de uma equipe experiente:
- Henrique Chiurciu (sound designer)
- Daniel Turini (mixador)
- Fernando Henna (supervisor de som)
O reconhecimento destaca a consistência técnica do país em criar universos sonoros complexos e imersivos.

Força das coproduções e narrativa potente
“Essa conquista evidencia a força das coproduções, que promovem trocas e intercâmbios culturais entre países”, celebrou Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções. Tatiana Leite, da Bubbles Project, também reforçou que o prêmio valoriza a potência da colaboração artística global.
A trama de “Elefantes na Névoa” se passa em um vilarejo nepalês vizinho a uma floresta habitada por elefantes selvagens. A história acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, em uma investigação densa após o desaparecimento de uma de suas filhas.
O longa-metragem fez parte da prestigiada seleção oficial do Un Certain Regard em Cannes. No Brasil, a distribuição do filme ficará a cargo da Imovision.
