Denise Fraga protagoniza “Livros restantes”, filme da diretora Marcia Paraiso que estreia no dia 11 de dezembro nos cinemas. Na trama, ela vive Ana Catarina, mulher que decide dar uma guinada radical e, prestes a se mudar para Portugal, vê que sobraram cinco livros em sua estante. Cada um deles traz dedicatórias que a levam a revisitar o passado. Incapaz de doá-los, Ana decide devolver os exemplares às pessoas que a presentearam.
O filme apresenta um olhar sensível sobre a fase da vida em que muitas mulheres deixam de ser vistas, mas não de existir, desejar e recomeçar, e da importância da literatura, dos livros como parceiros, companheiros da vida cotidiana, das celebrações às dores.
Livros Restantes é uma coprodução Brasil-Portugal com a Plural Filmes, que tem viabilizado projetos seguindo o modelo de coprodução internacional. Lua em Sagitário, primeiro longa de Marcia Paraiso, foi uma coprodução com Argentina, assim como a série Submersos e, em breve, Koch, uma coprodução com o Uruguai, já em finalização.
Financiado por editais no Brasil, o filme contou, ainda na etapa de projeto, com a tutoria do Mafiz, a área de indústria do Festival de Málaga (Espanha) e do programa Punto G – Ventana Sur (Argentina), espaço dedicado a projetos de longas-metragens de ficção em desenvolvimento dirigidos por mulheres e pessoas não-binárias.
Dois atores catarinenses estão entre os nomes de destaque do elenco do longa-metragem “Livros Restantes”, dirigido por Marcia Paraiso e estrelado por Denise Fraga e Augusto Madeira.
Os atores josefenses Marcinho Gonzaga e Adriano de Brito dão vida a personagens que refletem a essência da obra: o encontro entre o passado e o presente, entre as histórias pessoais e as paisagens da Ilha de Santa Catarina.
Formado em Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina -UDESC, Marcinho Gonzaga é ator, diretor e produtor cultural com mais de 25 anos de carreira nas artes cênicas e no audiovisual. Fundador da Escola Teatral Cápsula e integrante do Núcleo de Atores Negros de São José, ele destaca que essa conquista é também um reflexo de sua formação na cidade:“Sou filho das oficinas de teatro do Adolpho Mello. Foi lá que tudo começou. Ver meu trabalho hoje nas telas é a prova de que a arte transforma vidas e que São José é um celeiro de talentos. É uma alegria imensa representar a cidade num filme que fala com tanta sensibilidade sobre a vida e os afetos.”
Outro nome do elenco é Adriano de Brito, ator, produtor cultural, professor da rede municipal e ex-secretário de Cultura de São José. Com uma trajetória marcada pela dedicação às artes e à educação, Adriano celebra a oportunidade de levar para o cinema a essência do artista local:“A arte nos permite atravessar fronteiras e, ao mesmo tempo, reafirmar nossas origens. Estar nesse projeto é uma forma de mostrar que o talento e a sensibilidade catarinense têm voz, força e identidade própria.”
O secretário de Cultura e Turismo de São José, Toninho da Silveira, destacou o orgulho de ver artistas da cidade conquistando espaço no cinema nacional:“É uma alegria ver o nome de São José associado à arte e ao talento de profissionais que nasceram ou construíram aqui suas trajetórias. Marcinho e Adriano são exemplos de como a formação cultural, quando apoiada e valorizada, gera frutos que inspiram toda uma geração.”
Filmado em Florianópolis e Aveiro (Portugal), “Livros Restantes” é uma coprodução Brasil–Portugal, e fala sobre recomeços, amadurecimento e as histórias que carregamos nos livros e na memória. A produção reforça o protagonismo feminino, com uma equipe composta majoritariamente por mulheres nas principais funções.

Sinopse
Depois de toda uma vida em uma comunidade de pesca em Florianópolis, a professora Ana Catarina prepara-se para mudar para Portugal. Entre desapegos materiais e muitas decisões, a mais desafiadora é se desvencilhar de 5 livros, que guardam dedicatórias de amigos que foram importantes, em diferentes momentos de sua vida. Ana decide reencontrar aqueles que a presentearam, entregando esses livros para que os guardem, quem sabe até uma possível volta, quem sabe para sempre. Os reencontros, alguns passados 20 anos, mexem nas profundezas de sua memória, fazendo-a refletir sobre o passado para seguir em frente na nova vida. O que Ana não previa era o impacto desses reencontros, de revirar o passado, reviver emoções e encontrar não os amigos de anos atrás, mas as pessoas em quem se transformaram. Essa entrega de livros acaba por mexer no presente e impulsionar Ana Catarina para que repense e resolva questões guardadas nas profundezas de sua memória, traumas que carrega, situações adormecidas e silenciadas. Só se rearrumando ela vai conseguir, de fato, resolver o passado, viver o presente e fazer do futuro um caminho libertário.
